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Mulher elegante



Quando se fala em uma pessoa elegante, logo se imagina a manifestação mais óbvia: o seu trajar. Mas o assunto não é tão simples assim e tem um sentido mais amplo, que é importante que nos demos conta, já que a elegância abrange a educação, as normas de conduta e de caráter e o sistema de valores que regem um estilo de vida.
Muitas vezes, vemos pessoas muito bem aparentadas, bem vestidas, sem nenhuma educação, sem a menor noção de como tratar as pessoas ou conduzir negócios ou entrar num táxi e etc. Portanto, considerar a elegância como algo que se compra é um erro, pois ela é um estado pessoal, um modo de ser e de viver, que tem que ser internalizado, para que naturalmente seja notado.
As pessoas elegantes de fato vão muito além das regras de etiqueta, moda e protocolos.
 

Mas mesmo assim, tentando resumir o que muitas especialistas disseram, separei algumas características e comportamentos de uma mulher elegante.
 
 A mulher elegante:


1. Veste-se não só de acordo com a moda, mas também com seu tipo físico e com as circunstâncias e ocasiões;

2. É hospitaleira;

3. É discreta;

4. Dirige seu carro com atenção;

5. Pratica esportes com senso de participação;

6. Não se exibe;

7. É cordial com todos;

8. Procura se aprimorar sempre;

9. Sabe ouvir;

10.  Tom de voz firme, sem extremos de altitude (baixo e alto);

11.  Não fofoca;

12.  É leal


(Lista sujeita à adição de itens)
                                                                                                              Cris Pimenta Maia

As coisas que restam – Por Vanessa Barbara

As coisas que restam  
Fotolog.com

Aprender uma coreografia nova de sapateado que envolva pausas dramáticas e movimentos excêntricos com o calcanhar; passar a noite comendo sequilhos; ir ao cinema ver o mesmo filme pela quinta vez só para decorar as falas da voz em off; pesquisar sobre rastros de lesmas e recitar as informações obtidas para um desconhecido numa festa barulhenta; andar na rua como se fosse um enviado secreto do governo da Rússia, um pirata ou um viajante no tempo.

Às vezes perdemos coisas importantes na vida e um conjunto de lápis de cor é o que nos resta; a decisão de pintar as janelas; de nos concentrarmos em campeonatos de mímica; de bater coisas no liquidificador e olhar debaixo da cama só para ver se tem gente. Pessoas vão embora e, na partilha extrajudicial, ficamos com os restos.

O que geralmente nos resta é cantar músicas com os olhos fechados, chacoalhando a cabeça feito um Ray Charles; comprar o próprio peso em palavras cruzadas; praticar o pingue-pongue com estranhos num domingo à tarde e competir como se a vida dependesse disso. Resta é cuidar das plantas, cultivar tomates e manter na sala uma bola gigante de plástico; passar a noite no telhado examinando o céu e aguardando impacientemente a explosão da Eta Carinae; arrumar as gavetas; jogar fora coisas importantes; contar piadas ruins e aprender uma língua morta.

São coisas que nos salvam quando nada mais parece existir: ler um romance russo numa única madrugada e se afeiçoar ao mocinho; consertar um relógio de ponteiros; escrever uma carta; fingir que acabou a luz. Levar um tombo de bicicleta e se ralar inteiro; conversar com estátuas; convidar alguém para tomar chá com sucrilhos.

Resta girar muito rápido enquanto se dança e perder o equilíbrio; espirrar e perder o equilíbrio; dar risada e perder o equilíbrio; viver tropeçando; ter uma crise de soluços. Repetir o swing out até ficar com enjoo; fazer a segunda voz das músicas; fingir que a vida é um musical da Broadway e conversar com o taxista cantando; tomar sol com as tartarugas; vestir uma roupa excêntrica; atualizar as vacinas; correr para pegar o ônibus.

São coisas que nos restam: o vazio, a raiva e a tristeza, mas também os chinelos de pano, as pessoas que tocam tuba, as luzes coloridas, o sorvete de manga e os velhinhos ao sol. Restam-nos as noites de rockabilly, as crianças vestidas de Batman, as piscinas aquecidas, os amigos de infância e o centro histórico de Macau − isso sem falar numa barraca de rua que só vende pijamas de flanela.

Restam, enfim, o amarelo, o azul e o umami, os filmes tolos dos anos 40, as Olimpíadas, o vento, o suco de maçã. Amigos que gostam de mágica, astronomia, pôquer, carpintaria, triatlo, futebol americano e que estão sempre para operar o joelho. As lojas de R$1,99, os jardins, os telescópios e as viagens com escala em Dubai. Sair para comprar couve. Escolher um novo abajur.

O que, veja bem, não é pouco.

Fonte: Blog da Companhia (Companhia das Letras)

O texto "As coisas que restam" homenageia o cronista Paulo Mendes Campos. A autora escreve ao estilo de Paulo Mendes. Conheça  um dos textos do homenageado, retirado de seu livro, cujo nome é o mesmo: "O amor acaba".
O amor acaba - Texto de Paulo Mendes Campos

O que um ônibus faz por você



Não confie completamente em uma pessoa que nunca andou de ônibus. Não importa se hoje você tem um Camaro Amarelo e é "doce, doce. doce"; se você já andou de ônibus em alguma fase de sua vida, você não é a mesma pessoa. 
Digo mais: ainda que você tenha condições de comprar um Porsche para o seu filho quando ele fizer 18 anos, permita que ele passe ainda que poucos meses andando de ‘busão’. É que, para mim, este meio de transporte forma nosso caráter como chinelada nenhuma consegue fazer. Explico nos pontos seguintes.




1) Paciência
Tudo começa no processo de espera. Você se vê encostado na parada de ônibus esperando pela boa vontade do mesmo. Você até já decorou o horário que o “seu” ônibus passa. Mas se o motorista resolver pisar forte no acelerador e passar 3 minutos antes, só resta a você esperar mais 45 minutos pelo próximo.

2) Lidar com a humilhação
Vem ao longe o ônibus. Você reconhece no letreiro luminoso que é o SEU ônibus. Seu coração acelera. Você corre atrás dele como o Super Mario corre atrás da Princesa. Ele se aproxima e você percebe que o condutor não diminuiu a velocidade. Por algum motivo, o motorista passou direto com direito a um sorriso maroto, apontando para um suposto ônibus que vem atrás. Você fica com cara de tacho e a mão apontando para o nada.

3) Respeito às diferenças
Quando o “ônibus de trás” finalmente chega após 23 minutos, é claro que ele estará parcial ou totalmente lotado. Você se depara com um misto de sons e batuques, pessoas do Manassés pedindo doação, menino vendendo balinha e o cobrador com o humor pior do que o de um siri na lata. Você toca, ainda que não queira, pessoas que você jamais tocaria na zona de conforto de seu carro. Você é obrigado a lidar com gente diferente, sentar ao lado delas e até puxar assunto sobre “como o tempo hoje está quente”. Enfim: você deixa de lado seu ego e deixa de tanta frescura.

4) Altruísmo
Ainda que contra sua própria vontade, as Leis da Ética de Ônibus™ ‏dizem que você deve ceder seu lugar aos mais velhos e se oferecer para segurar os livros do estudante de ensino médio do cabelo esquisito que está em pé ao seu lado. Resumindo: você aprende NA MARRA a ser gente boa.

5) Capacidade cognitiva e filosófica
Janela de ônibus é praticamente a janela de sua alma. Não existe um lugar melhor para refletir sobre sua vida e colocar os pensamentos em ordem. Nem seu travesseiro; nem montes no Himalaia. Você acaba encontrando soluções para seus problemas, resolvendo cálculos complexos e tendo a ideia que faltou naquele brainstorm da reunião. Ou seja, de certa forma você se torna mais inteligente.

6) Educação
É no ônibus que você coloca em prática as palavras mágicas que sua mãe ensinou: “obrigado” (para o motorista, na hora de descer), “por favor” (a Deus, para que seu ônibus não demore tanto – todo dia peço isso a Ele) e principalmente o “COM LICENÇA” (por motivos óbvios). Ou seja: 1 ano de estágio probatório pegando ônibus e você se torna um gentleman ou uma lady.

7) Histórias para contar pros netos
Quem nunca passou por situações exóticas, engraçadas e inusitadas em ônibus? Quem nunca pegou o ônibus errado e foi parar em uma boca de fumo? (eu já!) Quem nunca ia descendo do ônibus e só na escadinha disse: “eita, esqueci de pagar! Perae moço!” (eu já) Quem nunca já sentou ao lado de uma senhora que foi com sua cara e resolveu te aconselhar com muita sabedoria? (eu já…)

 (FONTE : http://essetalmeioambiente.com/)


Despedida

Existem duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.  A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,  sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,  lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.  Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,  mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente,  e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde.  Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos  deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por  ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,  que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.  É o arremate de uma história que terminou,  externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…  E só então a gente poderá amar, de novo.
 
Por Martha Medeiros

Falta de confiança nas relações amorosas



  

Quando amamos uma pessoa, é como se dependêssemos dela, estivéssemos em suas mãos. Elas, se quiserem, mais do que ninguém, podem nos magoar e nos fazer sofrer  ̶  mesmo com uma simples palavra ou gesto. Deste modo, se amamos alguém que não nos transmite confiança por algum motivo, o padecimento é certo.
Basicamente, a falta de confiança tem três motivos: a pessoa amada não é confiável mesmo; por questões de baixa autoestima; e a pessoa mesma não é confiável o bastante e se vê no ser amado.
No primeiro caso, amar alguém não confiável (que mente, que não tem personalidade e não respeita seu parceiro) é ingênuo, imaturo e até irresponsável. Aceita-se as atitudes egoístas e egocêntricas do ser amado, esperando, um dia, por uma mudança. Faz-se de tudo para cativá-lo (até como desafio para sua vida), esquecendo-se de si mesmo e sofrendo mais e mais. E ele, por sua vez, percebe que é exatamente por agir dessa forma não confiável que ele é recompensado com mais atenção e carinho e, assim, nunca quer mudar sua atitude destrutiva. Um círculo vicioso sem futuro algum, em minha opinião.
No segundo caso, existem pessoas (e não são poucas) que não conseguem confiar no parceiro, por terem uma autoestima baixa. Pensam que não possuem a capacidade de conservar o amor da outra pessoa e acham que a qualquer momento podem ser trocadas por seres mais atraentes e “especiais”, mesmo o seu amado se empenhando (de forma constante e coerente) em demonstrar carinho, lealdade e fidelidade. Para esses casos, minha gente, só o resgate da autoestima perdida; se um dia ela já existiu, né?
Já o terceiro caso, não menos recorrente, é a pessoa se vê no outro.  Alguns psicólogos afirmam, e eu acho também, que costumamos avaliar as outras pessoas tomando por base nossa própria maneira de ser, nossos pensamentos íntimos e nossa conduta. Então, como confiar em outra pessoa se somos mentirosos, desleais e desrespeitosos? Para uma pessoa confiar é necessário que ela seja confiável. Apenas a pessoa que tem firmeza de pensamento e que tem confiança em si mesmo, no sentido de respeitar as regras de conduta nas quais valoriza, acredita que existam pessoas em condições reais e iguais as dela.
Portanto, observando casais, percebi que para se conseguir a felicidade sentimental é necessário o estabelecimento da confiança recíproca, criando condições de crescimento emocional e intelectual mútuos. Se alguns casais conseguem, é porque não é impossível. Basta que se observe, de perto, na intenção de uma solução, as questões individuais de integridade de caráter, coerência psicológica e autoestima, a fim de se conseguir ser feliz a dois.

Por Cristhiane Pimenta Maia

De onde surgem os amores

 


Uma amiga na casa dos 50 estava solteira há anos. Já tinha perdido a esperança de encontrar um novo namorado, e tampouco se sentia ansiosa por causa disso. Havia casado duas vezes, tinha um filho bacana e podia muito bem viver sem amor, essas mentiras que a gente conta pra nós mesmos. De qualquer forma, pra não perder o hábito, saía de vez em quando à noite, ia pra balada, se produzia bonitinha, vá que. Mas voltava invariavelmente sozinha pra casa. Até que um ex- paquera do tempo que ela era uma debutante enviou um e - mail - ele, depois de muitos anos morando no exterior, voltaria para o Brasil e gostaria de revê-la. Milagre by Facebook. Ela disse claro, imagina, vai ser ótimo, mas não sabia quando exatamente a promessa desembarcaria no Galeão.
Seguindo sua vida, foi para a piscina do clube num sábado de manhã e lá, estando bem acima do peso, suada e com um biquíni do tempo das cavernas, num daqueles dias em que só falta a placa pendurada no pescoço dizendo: "Não se aproxime", ela escutou seu nome sendo pronunciado por uma voz avaludada. Era o dito cujo, testemunhando in loco no que a debutante havia se transformado depois de tantos anos. Ela pensou na hora: esse cara vai sair em disparada. Ele pensou na hora: não desgrudo mais dessa mulher. E assim foi. Certa de que só com dieta, grife e escova atrairia olhares, ela conquistou um guapo no momento em que menos se sentia atraente.
Outra história. Atriz, loira, linda, olhos verdes, leva um fora do namorado. Passa dias com olheiras e inchaços de tanto chorar. Deprê em estágio avançado. A família organiza um almoço do tipo italiano, aberto ao pública. Ela vai entupida de ansiolíticos e láencontra um antigo conhecido com quem brincava na infância. Ele, recém - separado, mas inteiro. Ela, recém- separada, mas um trapo. Ficaram ali conversando, ela lamentando seu destino, desabafando sobre sua má sorte, quando, em meio a soluços, a mulher se engasga. Mas engasga feio. Engasga de quase morrer. Um vexame. Pelo menos uns dez parentes vieram esmurrar suas costas, e a coitada vertendo lágrimas, sem conseguir respirar, roxa como uma berinjela, já encomendando a alma. Ela me conta:
_ Naquele dia eu havia saído de casa me sentindo horrorosa, e aquele engasgo piorou ainda mais a situação, eu parecia o demo convulsionando.
Mas o amiguinho de infãncia não teve essa impressão. No dia seguinte telefonou para saber como ela estava passando, e estão casados há 15 anos.
Mais uma: depois de 21 anos de uma relação muito bem vivida, veio a separação amigável. Porém, mesmo sendo amigável, nunca é fácil sair de um casamento que não era um inferno, apenas havia acabado por excesso de amizade. Ela pensou: acabou, agora é a hora do luto, normal, um recolhimento me fará bem. Não deu uma semana e um estranho tocou o número do seu apartamento no porteiro eletrônico. Ela não sabia quem era, e não deu trela. Ele tentou outra vez no dia seguinte: ela tampouco abriu a porta, achou que o cara havia se enganado de prédio. No terceiro dia, ela resolveu esclarecer pessoalmente o equívoco. Desceu até à portaria para convencer o insistente de que ela não era quem ele procurava. Era.
Do que se conclui: de onde muito se espera - boates, festas, bares - é que não surge nada. O AMOR PREFERE SE APROXIMAR DOS DISTRAÍDOS.


Por Martha Medeiros

A Melhor Versão De Nós Mesmos.

"Alguns relacionamentos são produtivos e felizes. Outros são limitantes e inférteis. Infelizmente, há de ambos os tipos, e de outros que nem cabe aqui exemplificar. O cardápio é farto. Mas o que será que identifica um amor como saudável e outro como doentio? Em tese, todos os amores deveriam ser benéficos, simplesmente por serem amores.Mas não são. E uma pista para descobrir em qual situação a gente se encontra é se perguntar que espécie de mulher e que espécie de homem a sua relação desperta em você. Qual a versão que prevalece? 
A pessoa mais bacana do mundo também tem um lado perverso. E a pessoa mais arrogante pode ter dentro de si um meigo. Escolhemos uma versão oficial para consumo externo, mas os nossos eus secretos também existem e só estão esperando uma provocação para se apresentarem publicamente. A questão é perceber se a pessoa com quem você convive ajuda você a revelar o seu melhor ou o seu pior.
Você convive com uma mulher tão ciumenta que manipula para encarcerar você em casa, longe do contato com amigos e familiares, transformando você num bicho do mato? Ou você descobriu através da sua esposa que as pessoas não mordem e que uma boa rede de relacionamentos alavanca a vida?
Você convive com um homem que a tira do sério e faz você virar a barraqueira que nunca foi? Ou convive com alguém de bem com a vida, fazendo com que você relaxe e seja a melhor parceira para programas divertidos?
Seu marido é tão indecente nas transações financeiras que força você a ser conivente com falcatruas?
Sua esposa é tão grosseira com os outros que você acaba pagando micos pelo simples fato de estar ao lado dela?
Seu noivo é tão calado e misterioso que transforma você numa desconfiada neurótica, do tipo que não para de xeretar o celular e fazer perguntas indiscretas?
Sua namorada é tão exibida e espalhafatosa que faz você agir como um censor, logo você que sempre foi partidário do “cada um vive como quer”?
Que reações imprevistas seu amor desperta em você? Se somos pessoas do bem, queremos estar com alguém que não desvirtue isso, ao contrário, que possibilite que nossas qualidades fiquem ainda mais evidentes. Um amor deve servir de trampolim para nossos saltos ornamentais, não para provocar escorregões e vexames.
O amor danoso é aquele que, mesmo sendo verdadeiro, transforma você em alguém desprezível a seus próprios olhos. Se a relação em que você se encontra não faz você gostar de si mesmo, desperta sua mesquinhez, rabugice, desconfiança e demais perfis vexatórios, alguma coisa está errada. O amor que nos serve e nos faz evoluir é aquele que traz à tona a nossa melhor versão."



(Por Martha Medeiros)

Papo sério - Nós podemos muito

No Brasil, vira e meche a gente ouve notícias de escândalos de corrupção, envolvendo deputados, senadores, até ministros e seus assessores. É notória a falta de consciência da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, que deve ser princípio básico de quem está agindo em nome da república. Porém, a sociedade está se indignando, se mobilizando e fazendo uma maior pressão para que haja punição e esclarecimentos. Podemos dizer que essa conscientização foi dada graças à liberdade de expressão do individuo e da imprensa, que fortalece, cada vez mais, a democracia conquistada. E muito embora estejamos nos aperfeiçoando, há muito que fazer quanto aos mecanismos de controle desses tropeços.
 Desde 1990 estão em vigor as normas de conduta para os servidores civis da união[1]; e  desde 1999, o Brasil tem sua Comissão de Ética Pública[2]. Mais recentemente foi criado o Portal da Transparência[3], em 2004. Temos também visto constantemente as ações conjuntas da Controladoria Geral da União - CGU[4], Polícia Federal e Ministério Público no desmonte de redes de corrupção. O Brasil é signatário da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção[5], que o obriga a cumprir muitas recomendações quanto à promoção da ética. E há um mês e meio atrás já está em vigor a Lei de Acesso à Informação[6].
Tanta boa intenção e o que está errado? Há quem diga que são as leis processuais brasileiras e sua infinidade de recursos; há quem diga que é falta de financiamento público; outros dizem que é a falta de educação política; outros afirmam ser um mau gerenciamento do poder etc..  Ou mesmo o conjunto de todas as afirmações.
Mas tem jeito? Sim, claro que sim. A sociedade tem que continuar apoiando a liberdade de expressão, se informando, denunciando e cobrando, pois somente ela tem o poder de fazer com que aconteçam as mudanças. É ela que tem que promover a ética, sem esperar pela a iniciativa dos políticos. Temos o Impeachment do Collor e a criação da Lei da Ficha Limpa como exemplos bem-sucedidos da mobilização da sociedade em prol de uma maior moralidade na máquina pública. Portanto, continuemos atentos quanto às cobranças e em relação a nossos votos. O Brasil deve continuar avançando e sempre avançando.

Abraço a todos
Cristhiane Pimenta Maia



Notas e fontes:

1 Normas que regulam a conduta de todos os agentes públicos; http://www.planalto.gov.br /ccivil_03/Leis/L8027.htm
2 Conjunto de pessoas designadas a revisar, fiscalizar e propor normas de conduta das autoridades do Poder Executivo Federal  http://etica.planalto.gov.br/sobre/o_que_e
3 Um portal com informações sobre despesas, receitas, licitações, contratos etc., permitindo que o cidadão acompanhe como o dinheiro público está sendo utilizado e ajude o  governo a fiscalizar. Ver: http://www.portaltransparencia.gov.br/
4  Órgão do Governo Federal responsável pela defesa do patrimônio público e  incremento da transparência da gestão, fazendo controles internos, auditorias públicas, ouvidorias, tudo na intenção de apurar, prevenir e combater a corrupção. Ver: http://www.cgu.gov.br/Mapado Site.asp
5 É um acordo da ONU que estabelece instrumentos jurídicos contra a corrupção, sendo executado por um comitê especial. A prevenção e a erradicação da corrupção são responsabilidades de todos os Estados, que devem se ajudar nessa luta.
Ver: http://portal.mj.gov.br/dpdc/data/Pages/MJCEAF6121ITEMID2ADF2DFBD53744A6B91D56E81 1EF7D1EPTBRIE.htm
6. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do Art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal.